Entrevista com a Pitty

Gente!!! Entrevistei a Pitty logo depois do show dela aqui na cidade… foi o Máximo!

Foi um papo rápido, mas super legal:

Eu – Quando você era adolescente e se apaixonava por um menino, o que você fazia primeiro? Se declarava pra ele ou escrevia uma música?

Pitty – Com certeza escrevia uma música, um poema, um texto, uma frase. Eu não era muito de “me declarar” explicitamente. Eu ia observando, esperando, pra ver se ele sentia o mesmo que eu. Se eu achasse que sim, ia me aproximando aos poucos, procurando os interesses em comum. Eu era da turma do “se tiver que ser, será”.

Eu – Ser roqueira em Salvador, não seguir uma profissão “normal”. Você se sente diferente? É difícil ser diferente?

Pitty – Eu já me sentia diferente desde a escola, quando percebi que as coisas que
eu gostava não eram as mesmas que a maioria. Mas aprendi a não achar isso nem um bicho de sete cabeças e nem uma coisa especial: as pessoas simplesmente são diferentes.

 

Claro, a minha vocação me levou para um caminho atípico para quem mora em Salvador, longe do estereótipo conhecido, mas é assim mesmo. E o diferente está no olho de quem vê, então só é difícil ser
diferente diante do preconceito. Em todos os demais momentos, o que é “diferente” pro outro, pra mim é apenas ser o que se é, é o natural.

Eu – Que tipo de música você ouvia com a nossa idade, tipo 15, 16 anos? E o que ouve hoje?

Pitty – Sempre ouvi rock, e nessa fase de 15, 16 eu estava muito ligada em hardcore e punk rock; depois esse leque foi se abrindo. Ouvi muito metal, rock alternativo, grunge, depois veio o blues e o jazz, indierock… e isso tudo é basicamente o que eu ouço até hoje!

Eu – Por que você acha que você faz tanto sucesso com a turma mais jovem?

Pitty – Pelas mensagens e pelo estilo de som, que tem a ver com busca de identidade e questionamentos em geral. É nessa fase que a gente começa a ter esses pensamentos, e acho que talvez isso case com essa necessidade.

Eu – Essa a Glorinha pediu para eu perguntar… meio pessoal, tá? Conta aí… como foi seu primeiro beijo?

Pitty – Ih, foi cedo, viu. Meio babado, sem jeito e parecia uma aventura incrível.

Eu – O Bolinha quer fazer sucesso com a banda dele. Se você pudesse dar apenas 3 dicas ou conselhos para ele, quais você daria?

Pitty – 1- Faça um som que você goste absolutamente e grave uma demo bacana
2- Se preocupe mais com o conteúdo e a qualidade do que com a imagem que isso passa
3- Toque em todos os lugares possíveis para poder formar um público e pegar a manha do palco.

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Bom gente essa entrevista é muito antiga mais eu achei ela procurando no túnel do tempo achei legal e agora tá aqui para voces

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